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6 de Junho de 2017 às 17:57

Debate no Senado destaca motivação dos ecetistas e o respeito aos brasileiros

Nesta terça-feira (6), houve nova audiência pública com o tema “A situação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que planeja promover demissão de funcionários e reduzir sua rede de atendimento e de serviços nos estados e municípios”. Dessa vez, foi o Senado Federal que abriu as portas para receber as representações dos trabalhadores, para que pudessem expor a realidade da estatal. O presidente da ECT, Guilherme Campos, também estava presente, para levar aos parlamentares o insistente discurso de déficit.

Trata-se de iniciativa do requerimento RDR 22-2017, do senador Paulo Rocha (PT-PA), e da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, onde foi realizado o debate de hoje. O objetivo, conforme o senador Rocha, é que a ECT, uma das instituições de maior credibilidade no país, mantenha a integração nacional. “Ela é um patrimônio vital. Faço apelo: não mexam com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, no sentido de privatizá-la. Nós queremos avançar para que seja 100% pública, de qualidade, eficiência, com respeito à população”, ressaltou a senadora do Rio Grande do norte.

A propósito da recente reestruturação da ECT - que, somada a outra anunciada em menos de um ano, já onera em mais de R$ 100 milhões a empresa com consultorias -, o presidente Guilherme Campos voltou a falar em enxugamento, com a eliminação de 400 posições de gerências e 20 departamentos, entre outros. Junto a isso, o Plano de Desligamento Incentivado, já com 7 mil de adesão.

Sobre o plano de saúde, Campos reafirmou que o mesmo gera déficit para a ECT. “Do jeito que está, o plano de saúde vai representar a morte da empresa”, enfatizou. No entanto, o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, alertou que a direção da estatal sequer abre os números da postal saúde, mesmo internamente. “Não há transparência, mas falam em déficit o tempo todo”, afirmou.

Política motivacional
A destruição da autoestima dos trabalhadores também foi ressaltada nessa audiência. “A empresa deveria trabalhar a motivação dos servidores, a longo prazo. Pessoas que pensaram a empresa, criaram grandes marcas, estão encostas e não são mais chamadas a raciocinar uma saída para os Correios”, relatou o secretário-geral.

Para ele, é preciso transformar as audiências em um documento que tenha eco principalmente junto à sociedade. José Rivaldo esclareceu que é necessário, primeiro, buscar soluções para aumentar a receita da estatal, ao invés de anunciarem medidas como as que têm sido lançadas na mídia. “Os trabalhadores vão continuar mobilizados e não vamos aceitar nenhum direito a menos dos trabalhadores”, completou.

Grupo de trabalho
“As pessoas vestem a camisa dos Correios, de coração. A vontade dos servidores é de contribuir pela recuperação da estatal”, destacou o deputado Leonardo Monteiro, presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Correios . O parlamentar sugeriu a criação de um grupo de trabalho, com assessoria técnica da Câmara e do Senado, a direção da estatal e entidades sindicais, para sintetizar as propostas da últimas audiências, encaminhar, viabilizar e salvar os Correios.

“A gente continua produzindo, passando nas ruas todos os dias, nos locais mais difíceis de chegar, fazendo porta a porta. Apelo ao presidente Guilherme Campos que debata com as representações sindicais o modelo de Correios. Falamos de uma empresa que não queremos que seja privatizada ou entregue ao capital privado”, finalizou o secretário-geral da FENTECT.


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