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3 de Dezembro de 2019 às 19:35

Descontos abusivos da ECT refletem perseguição do Governo Bolsonaro contra ecetistas

Presidente nunca escondeu a vontade de servir ao mercado e destruir os Correios do Brasil

O Governo Bolsonaro nunca escondeu sua vontade de acabar com os Correios. Desde a campanha o atual presidente falava até em “extinguir” a empresa, depois que assumiu e trocou o comando por mero capricho, escancarou de vez o objetivo de privatizar a ECT.

As entidades representativas dos trabalhadores também não foram poupadas. Inúmeras vezes o presidente tentou desmerecer ou sequer reconheceu federações e sindicatos para tratar das diversas reformas que tem buscado aprovar. É preciso lembrar que logo no início do mandato demitiu publicamente o presidente anterior da ECT por se “comportar como sindicalista”, tamanho é o desprezo de Bolsonaro pelo diálogo e pelos representantes dos trabalhadores ecetistas.

Seus comparsas do antigo partido, como a deputada Bia Kicis (PSL-DF) tentaram promover uma caça às bruxas dentro da empresa baseando apenas na diferença ideológica que Bolsonaro vive tentando empurrar para a esquerda. Mas é na atual gestão que o presidente conseguiu imprimir seu autoritarismo para perseguir e punir os trabalhadores, os quais sempre considerou inimigos.

Com o fim do Ministério do Trabalho e o desmonte da Justiça do Trabalho, o caminho ficou mais fácil. A cumplicidade do judiciário, vide liminar concedida recentemente pelo ministro do STF, Dias Toffoli, também garantem a Bolsonaro a vantagem institucional para cometer abusos. Agora, sob suas ordens, a ECT descumpre a Sentença Normativa do TST, projetando descontos muito acima dos determinados pelos ministros no julgamento do Dissídio.

Se nos anos anteriores o período pós-campanha salarial empresa já fazia corpo mole para cumprir o que deve, dessa vez a atual gestão sob as rédeas do general Floriano Peixoto – membro de confiança do Governo Bolsonaro – manobra para confundir e “punir” trabalhadores grevistas. Os descontos recentes nos salários e, mais recentemente, sua projeção nos tickets-alimentação refletem não apenas o autoritarismo com que tratam os trabalhadores, mas também o completo desprezo pela vida de milhares de famílias.

O ataque ao ticket, aliás, é também simbólico: durante as negociações a ECT tentou por diversas vezes retirar cláusulas referentes à alimentação dos trabalhadores reduzindo os valores durante férias ou afastamento, por exemplo. É o retrato de um governo que quer matar seu povo de fome e por isso se enrola em polêmicas ao invés de dar respostas sobre o alto índice de desemprego e o aumento no custo de vida.

A FENTECT já está acompanhando toda a situação dos descontos e, ainda que o dissídio esteja em fase de análise dos embargos, caso o abuso da ECT seja confirmado, o jurídico tomará medidas para que a Sentença seja cumprida e os trabalhadores não sejam lesados. A Federação entende a angústia de todos que apoiaram essa luta, assim como vê nessa retaliação da empresa uma forma de revanchismo tosco de quem sabe que perdeu para a luta organizada dos ecetistas. Por isso, por mais difícil que seja nesse momento, é preciso manter a mobilização da categoria. Quem está do outro lado não quer outra coisa a não ser a subserviência dos trabalhadores que ainda ousam lutar.


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