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17 de Julho de 2018 às 21:04

ECT propõe reajuste mínimo, com valor abaixo da inflação

O Comando de Negociações se reuniu nesta terça-feira (17) com representantes dos Correios em mais uma rodada de negociações para fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho. Na ocasião, a empresa apresentou como proposta de reajuste salarial o valor rebaixado de 1,58%. O índice corresponde a 60% do INPC previsto para o ano de 2018 e não cobre sequer a inflação.

O anúncio foi feito pelo presidente da ECT, Carlos Fortner, que após intensos debates, finalmente compareceu para negociar diretamente com o Comando. "Queremos ir até o fim do mês para negociar com o Ministério do Planejamento e o das Comunicações e chegar em pelo menos 100% do INPC, que é de 2,64%", afirmou o presidente, que não deu um prazo e nem garantia para concessão do reajuste com base no total do INPC.

Mesmo assim, a proposta não atende a necessidade dos trabalhadores. Pois, se por um lado os Correios propõem esse reajuste mínimo, por outro, tenta retirar direitos.

O apontamento foi confirmado pelo Secretário Geral da FENTECT, José Rivaldo. "Somos contra a retirada de direitos. Em virtude disso, solicitamos formalmente a ampliação do ACT atual, para que os trabalhadores não fiquem prejudicados enquanto as negociações ocorrem", declara Rivaldo. A representação da empresa não se manifestou oficialmente sobre o pedido, alegando que o mesmo ainda está sob análise.

Prejuízo é resultado de má gestão

A direção dos Correios reconheceu que o índice de reajuste era baixo e alegou dificuldades financeiras para justificá-lo. O Comando de Negociações rebateu a afirmação, apontando os problemas de gestão na ECT. Edificações próprias subutilizadas, sobrecarga e péssimas condições de trabalho foram alguns dos fatores indicados como ampliadores do prejuízo. Para eles, a responsabilidade pela má gestão não deve cair sobre as costas dos trabalhadores.

Correios não trazem documentação do Postal Saúde

Em uma clara tentativa de omitir informações, a direção dos Correios não levou para a mesa de negociações os documentos do Postal Saúde. A solicitação foi feita pela FENTECT em reuniões anteriores, para embasar a luta da categoria. No entanto, os dados não foram apresentados pelos representantes da ECT.

Orientações do Comando

Tendo em vista o sucateamento com a clara tentativa de destruição da saúde financeira, o Comando sugere a mobilização intensa da categoria.

É preciso combater o discurso incoerente da ECT, que hora anuncia lucro milionário (mais de R$ 600 milhões, conforme informado na mídia) e hora fala em dificuldades. Enquanto isso, segue na empresa a política dos gastos, patrocínios, altos salários e parcerias com vistas à privatização.

Portanto, o meio é:

· Reforçar e ampliar a mobilização cumprindo as atividades sugeridas no informe anterior;

· Avaliar as propostas nas assembleias dos sindicatos, com orientação de REJEIÇÃO DAS PROPOSTAS até agora apresentadas, e manutenção do "ESTADO DE GREVE";

· Realização de novas assembleias no período de 24 a 26 de julho para aprovar a nova data indicativa de greve, para o dia 07 de agosto de 2018.


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