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31 de Maio de 2018 às 18:19

Encontro de Mulheres encerra em Brasília com novas reivindicações femininas

Hoje (31) foi o último dia do XXI Encontro de Mulheres da FENTECT. As representantes de todo o país debateram alguns temas ainda na pauta e aprovaram as demandas da categoria feminina para compor a Pauta Nacional de Reivindicações.  No debate, as complicações do ambiente de trabalho, como a dificuldade na comunicação que, por muitas vezes, leva à agressividade dos clientes.

Segundo a secretária da pasta das Mulheres, Lucila Correia, mais importante que a oratória, é necessária uma postura aberta à resolução de problemas. Assim é possível combater atitudes agressivas dos interlocutores durante o atendimento nas agências dos Correios.

“Quando um carteiro diz ‘eu estou limitado a fazer isso’, o cliente entende ‘você não quer fazer ou está com preguiça’. A máxima do marketing prega que o cliente sempre tem razão e o cliente sempre espera que estejamos 100%”, argumentou Lucila. O importante, entretanto, é os trabalhadores não reagirem na mesma proporção em que são tratados. Críticas e reclamações também podem servir de incentivo para a melhorias, em alguns casos. Como cuidado, é imprescindível não enfrentar o cliente, anotar as informações e se basear em fatos e dados, oferecendo as informações cabíveis e demonstrar interesse em resolver os problemas.

Com isso, o encontro de mulheres também proporcionou às participantes a oportunidade de realizar uma autoavaliação e, posteriormente, o debate sobre as diferentes realidades. 

Combinando com o assunto ainda do segundo dia de evento, as palestrantes falaram sobre o comportamento dos trabalhadores nas redes sociais e os riscos de algumas posturas e compartilhamentos, também sobre a política antissindical aplicada pela ECT.

Na ocasião, a jornalista Cinthia Alves, do Paraná, explicou a diferenciação sobre calúnia, injúria e difamação. Ela informou que é importante que as trabalhadoras tenham conhecimento dos manuais da empresa para não serem prejudicadas. “Mas é legal observar que, o manual vale para vocês, mas também para os gestores. Os trabalhadores devem cobrá-los para que cumpram todos os requisitos”, detalhou.

Plano de saúde

Convidada para falar sobre o processo da assistência médica da categoria, a assessora jurídica da FENTECT, Érica De Negri, citou algumas possibilidades de mudança no plano de saúde e salientou que a questão no campo jurídico ainda não finalizou.

“A decisão que implantou a mensalidade e todas as mudanças no plano de saúde não é unânime, então, ainda temos a possiblidade de interposição de recurso”, relembrou Érica De Negri.

Reivindicações

Muitas reivindicações foram apresentadas para questões da Mulher, para o Acordo Coletivo de Trabalho, entre elas: a possibilidade da empresa oferecer atendimento multidisciplinar como um canal de comunicação com  as ecetistas vítimas de alguma violência; bolsas de estudo não apenas para pós-graduação, mas também mestrado para as empregadas, independente das funções; a aceitação por parte da ECT das restrições médicas quanto aos pesos a serem carregados pelas ecetistas; inclusão do tratamento de melasma para todas as trabalhadoras, independente da idade e sem carências ou cobranças, bem como demais exames importantes, e melhoria da qualidade do protetor solar oferecido pela empresa; cirurgias de varizes e correções mamárias não incluídas apenas como estéticas, mas abrangidas pelo plano de saúde; processo administrativo imediato contra agressor e o acompanhamento do processo pelos sindicatos, além de fixação de cartazes nas agências com artigo 331 do Código Penal; criação de uma bolsa para ajudar mães e pais ao fim do auxílio babá/creche; a cada seis meses, um dia de palestras e exames para as trabalhadoras; mais informações sobre os programas oferecidos pela empresa; inclusão de uma cláusula esclarecedora sobre multas e valores definidos em caso de descumprimento das cláusulas do ACT; criação de um grupo estadual ou nacional sindical para fiscalizar o cumprimento do acordo e o encaminhamento das ações judiciais; redução da carga horária de mães de crianças que precisam de cuidados especiais para seis horas consecutivas, sem redução de salário, conforme já assegurado na Lei nº 13.105 de 16 de março e na Lei 13.370/2016 e a prerrogativa da escolha da babá pela mãe que tem direito ao benefício.


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