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26 de Junho de 2018 às 15:09

FENTECT defende os Correios como instrumento de integração nacional

A FENTECT participou, nesta terça-feira (26), de uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados. O encontro debateu a demissão de funcionários e o fechamento das agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A audiência foi convocada pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da casa, que é presidida pelos deputados Leonardo Monteiro (PT-MG) e Glauber Braga (PSOL-RJ).

O secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva, defendeu a manutenção de um Correios com gestão pública. Rivaldo aponta que existe um sucateamento da instituição, ameaçando a prestação dos serviços principalmente em cidades menores. "O que se subentende da direção dos Correios é que, se a agência de uma determinada cidade não dá lucros, então sua população não merece ter acesso aos seus serviços", disse.

A presidência dos Correios anunciou recentemente o fechamento de mais de 500 agências em todo o território nacional. A medida gera uma sobrecarga maior de trabalho aos servidores da instituição. Também há a estimativa que 5 mil trabalhadores sejam demitidos dos Correios.

O deputado federal Glauber Braga questionou o representante dos Correios sobre a realização de audiência anterior. De acordo com o parlamentar, os trabalhadores participantes haviam sido obrigados a assinar um termo de sigilo sobre o teor do encontro. "Não aceitaremos esse tipo de articulação", reforçou o parlamentar.

A empresa foi representada pelo vice-presidente de Canais, Cristiano Barata. Ele confirmou a realização da referida audiência e a existência do documento. De acordo com Barata, o sigilo foi motivado por questões estratégicas. "Quando há a criação de um novo produto dos Correios, por exemplo, é necessário garantir que não haja vazamentos dessas informações", respondeu. Ainda de acordo com o Cristiano, há a ideia de realizar um plano de demissão incentivada, que, nas palavras dele, será implementado a pedido da categoria.

No entanto, a representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT Nacional), Amanda Corcino, contestou a afirmação. Para ela, é preocupante a mobilização da empresa em fechar agências próprias. "Os Correios exercem um papel social, porém a cúpula da empresa está preocupada somente com os lucros. Se as agências menores forem fechadas, a população vai ter que se deslocar em grandes distâncias", resumiu.

O secretário de Finanças da FENTECT, Geraldo Rodrigues, representante da CSP Conlutas, também participou do debate. Ele enfatizou que uma das soluções para melhorar a prestação dos serviços dos Correios passa pela realização de concurso público. "A empresa alega que há um déficit financeiro para justificar o fechamento de agências e a demissão de trabalhadores. Todavia, essas alegações não convencem os trabalhadores", reforçou.

Também participaram da audiência os deputados Maria do Rosário (PT-RS), Erika Kokay (PT-DF), Vicentinho (PT-SP), Bohn Gass (PT-RS). Além da FENTECT, participaram representantes da, FAAC, AACB, ANATEC, FINDECT, e os líderes sindicais ligados aos trabalhadores dos Correios em todo o Brasil.

 


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