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30 de Abril de 2012 às 13:00

Funcionários dos Correios sofrem com a falta de segurança e saúde no trabalho

Neste sábado, os olhos dos trabalhadores de todo o país se voltaram para uma questão muito séria: a saúde e a segurança no ambiente de trabalho. Isso porque no dia 28 de abril é o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho. Só em 2010 foram registrados mais de 701 mil acidentes de trabalho no Brasil, segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social 2011. Houve redução de quase 5% em relação ao ano anterior, mas ainda há muito o que ser feito, principalmente nos Correios.

Assaltos, doenças adquiridas por causa do trabalho, falta de itens de segurança... Esses são apenas alguns dos problemas enfrentados pelos carteiros do país. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect) luta por mais segurança e respeito à saúde dos funcionários dos Correios. Segundo o secretário geral da federação, José Rivaldo da Silva, assaltos são corriqueiros no dia a dia dos profissionais. “Há os assaltos a carteiros, aos motoristas que entregam encomendas e às unidades dos Correios”, ressalta.

Muitos profissionais que passam por situações como essas ficam traumatizados, além dos casos em que são lesionados fisicamente. Por isso, o sindicalista afirma que é importante focar na prevenção dos acidentes de trabalhos. “Pedimos portas giratórias e seguranças nas unidades. É claro que não acabará com o problema, mas inibe o assaltante. Os Correios precisam de uma política de prevenção de acidentes de trabalho efetiva”, afirma Rivaldo da Silva.

A funcionária dos Correios, Anita Marques, 38 anos, já foi vítima de acidente no trabalho, na categoria de doença ocupacional. Depois de atuar anos como carteira no Distrito Federal, teve problemas de tendinite nas mãos e nos ombros. Por conta da enfermidade, foi afastada. “Passei três anos em reabilitação. Tive que correr atrás dos meus direitos para não ficar desamparada, pois não recebi apoio da empresa”, conta.

A advogada trabalhista Eryka Farias de Negri explica que o funcionário que for vítima deve pedir um comunicado de acidente de trabalho (CAT) e apresentá-lo ao INSS. “Isso é fundamental para que ele tenha uma série de direitos assegurados”, alerta.

Anita Marques conta ainda que o INSS reconheceu o acidente de trabalho, mas os Correios só liberaram o CAT após os três anos. Ela retornou à empresa, mas na função de OTT (Operador de Triagem e Transbordo), e hoje trabalha na área sindical em defesa da segurança e da saúde no ambiente de trabalho.



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