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17 de Junho de 2019 às 17:16

General muda o tom e diz que Correios deve ser privatizado

Representes dos trabalhadores foram recebidos apenas pela Gerência de Relações do Trabalho

Depois de ser humilhado com a indicação pública de sua demissão na última sexta-feira (14), quando Bolsonaro afirmou que o general Juarez Aparecido da Cunha havia se “comportado como um sindicalista” após a Audiência Pública que debateu o fortalecimento dos Correios, o ainda presidente da ECT resolveu se alinhar ao governo.

Em apresentação direto do edifício-sede em Brasília, Juarez pontuou como será o processo de privatização, afirmando que se trata de uma “promessa de campanha”. O enquadramento do general ficou evidente, como já previa o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo, quando denunciou a tentativa de confundir os trabalhadores, mantendo-os quietos sobre as ameaça de venda da empresa enquanto a atual gestão já colocava em prática medidas que atacavam diretamente os direitos da categoria. Rivaldo também já havia pontuado que Juarez Aparecido era apenas um subordinado e sua “boa vontade” não valeria nada em confronto com o “chefe”.

Na tentativa de garantir que os ecetistas aceitarão calados a perda de seus empregos, o general ainda disse que a privatização não deve ocorrer agora, mas reafirmou que é uma decisão “irreversível”. Ele também  ameaçou de maneira velada os trabalhadores que pretendem fazer greve dizendo que isso “só piora a situação”.

Portanto, por mais que o discurso seja de respeito aos trâmites legais, é evidente que não haverá diálogo algum. Isso já havia sido demonstrado mais cedo quando nem o presidente e nem o vice aceitaram receber a pauta de reivindicações e os representantes dos trabalhadores, que foram atendidos somente pela Gerência de Relações do Trabalho. 

Amanda Corcino, presidenta do SINTECT-DF e atual secretária de mulheres da FENTECT e Emerson Marinho, secretário de assuntos previdenciários representaram a federação (o secretário geral José Rivaldo está no Paraná, onde participa de uma audiência pública) ao lado de Elias Cesário e Anézio Rodrigues da Findect, buscaram apresentar uma pauta em comum a fim de fortalecer a luta da categoria ecetista e demonstrar o empenho pela unificação nesse momento. 

O clima de hostilidade até mesmo em um momento como a entrega das reivindicações mostra como será dura a campanha deste ano. O autoritarismo sempre foi a principal característica de Bolsonaro e só a organização dos trabalhadores pode garantir que os ecetistas não comecem perdendo.


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