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13 de Dezembro de 2017 às 13:33

Intervenção no plano de saúde pode ser uma tentativa de abafar escândalos na ECT

Na última semana, a Carta Capital publicou e repercutiu a denúncia de fraude e contratos ilícitos para financiamento de campanhas pelo ministro das Comunicações Gilberto Kassab, também de contratos convenientes dentro dos Correios, por meio do indicado Guilherme Campos, membro do mesmo partido, o PSD. Então, ontem (12), para a surpresa da categoria, em caráter de urgência, Kassab convidou os representantes dos trabalhadores para uma reunião. Soou para as representações sindicais como uma tentativa apressada de abafar o caso e se desvincularem do “rolo compressor da privatização” (fala do próprio ministro).

O motivo do encontro: uma carta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pedindo a intervenção na Postal Saúde. Momento oportuno para a ECT, que já vem tentando, a qualquer custo, alterar o plano de saúde dos empregados, inclusive por meio do dissídio no Tribunal Superior do Trabalho (TST), alegando falta de verba para arcar com a saúde dos empregados e mesmo para pagar a possível nova intervenção.

A empresa ameaçou durante a reunião que, se pagar a ANS, no mês seguinte não será possível arcar com a folha de pagamento dos trabalhadores. Além disso, de acordo com Guilherme Campos, somente com os ecetistas pagando 25% será possível salvar o plano. O presidente complementou, a respeito da retirada dos pais do plano de saúde, com a observação de que filhos únicos na empresa são poucos, quanto aos demais, estão apenas querendo transferir problemas de família para os Correios.

Está claro que o problema nos Correios não é o plano de saúde, mas os inúmeros esquemas na estatal que visam a privatização, conforme as denúncias da mídia. Na visão da FENTECT, parece que a única solução para a empresa, para o plano de saúde, é prejudicar os trabalhadores, enquanto está claro que o problema vem desde a formação da Postal Saúde. Uma instituição criada na “calada da noite” e que não se preocupou com o aporte financeiro, naquela época. "Ao meu ver, a ANS não é um órgão autônomo, mas regido por relações políticas. Se existisse um comando do governo, isso seria resolvido. Porém, a intenção é acabar com o restante do plano de saúde para privatizar a empresa de Correios”, protestou o secretário geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva.

A Cláusula 28 do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria, assinado recentemente, manteve a oferta de plano de saúde pela estatal aos trabalhadores. A política de terrorismo da ECT soa apenas como uma estratégia para que os ecetistas aceitem os argumentos para pagar essa conta. Vale destacar que, mesmo a Postal Saúde extinta, é um direito do trabalhador ter acesso a um sistema de saúde de qualidade e eficiente. Portanto, a FENTECT vai permanecer em luta por essa causa e contra a responsabilização da categoria pelos problemas da ECT.


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