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1 de Março de 2018 às 16:10

Mídia cai na mentira da ECT sobre elevação dos preços por mais segurança para os trabalhadores

Categoria tem o pior salário entre servidores públicos e de estatais, vive ameaçada de cortes em benefícios e não conta com nenhum adicional de periculosidade por casos de violência

Esta semana, novamente a mídia brasileira lançou mensagens equivocadas à população a respeito dos Correios e, principalmente, envolvendo os funcionários da estatal. A FENTECT informa que os Correios, notadamente uma empresa de valor social, têm perdido esse caráter em virtude da má gestão, lotada de indicações políticas e interesses do mercado. O monopólio de cartas ainda é o principal, no entanto, não é possível aos trabalhadores, em alguns locais do Brasil, realizar adequadamente os serviços, justamente por conta da falta de condições de trabalho e uma gestão eficiente.

É preciso esclarecer que os trabalhadores dos Correios não recebem adicional de periculosidade para a entrega de encomendas em locais de riscos. Isso é um mito. O que existe é um adicional de risco, pago aos carteiros, devido à exposição ao sol, instituído em 2008. Salienta-se ainda que há, sim, a predisposição dos empregados para o cumprimento das atividades no tempo certo, entretanto, não é real a notícia de que o aumento dos serviços prestados às comunidades servirá para custear a segurança dos ecetistas.

É equivocada, também, a fala dos jornalistas ao afirmarem aos clientes que eles vão pagar pelos prejuízos dos Correios com impostos, quando, na verdade, o governo federal retira dinheiro da empresa, sem devolução e sem novos investimentos. Quantias consideráveis, como os últimos R$ 6 bilhões, que poderiam ser utilizados em melhorias, como no quadro de empregados, com mais concursos e contratações, e na modernização da estatal. Destaca-se que a empresa de Correios tem sido autossuficiente e o governo não tem nenhum tipo de custo com a estatal.

A FENTECT está combatendo, juntos aos 31 sindicatos filiados, o comando dos Correios, que está destruindo a empresa. Recentemente, a ECT adotou a terceirização para extinguir o cargo de Operador de Triagem e Transbordo (OTT), fundamental para o funcionamento dos Correios; avisou sobre a implantação das regras da reforma trabalhista, com a redução de jornada e salários para os administrativos; entrou com dissídio para alterar regras e reduzir o plano de saúde dos trabalhadores, sem sequer corrigir os salários, entre outras medidas que não melhoram em nada a estatal, apenas colocam em dúvida a qualidade dos Correios.

Há muitos anos a federação tem lutado para que os Correios não sejam privatizados e saiam do foco de desmonte e sucateamento da ECT, inclusive promovendo estudos que comprovam que o déficit lançado pela empresa não é real. A gestão dos Correios e o governo querem convencer a sociedade de que há um rombo nas contas, que deve ser pago pelos trabalhadores e, agora, pelo cidadão que precisa dos serviços.

Portanto, esses fatos comprovam que este é o momento em que a sociedade e os trabalhadores, não apenas da estatal, devem se unir para que o patrimônio nacional seja preservado, bem como o direito à comunicação com eficiência e segurança, nos mais de cinco mil municípios espalhados pelo Brasil, onde apenas os Correios podem alcançar.


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