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8 de Maio de 2018 às 12:47

Os correios são do Brasil

Fonte: Brasil 247

Colocados no poder de forma ilegítima, Temer e caterva passaram a trabalhar pela implantação do Estado Mínimo, mediante a entrega do patrimônio público a preço vil, favorecimento despudorado à plutocracia financeira, além de medidas, todas sem exceção, prejudiciais à classe trabalhadora e ao setor produtivo. Por isso há quem os considere neoliberais, contudo eles (os golpistas) se superaram e surpreendem até os seus apoiadores, ultrapassando limites e chegando à raia de uma filosofia política que pode ser classificada como anarcocapitalismo ou anarcoliberalismo, promotora da anarquia com a eliminação do Estado e proteção à soberania do indivíduo, através do mercado totalmente livre.

Trata-se de uma concepção do indivíduo como proprietário da sua própria pessoa e capacidades, nada devendo à sociedade. Entende a maximização dos interesses econômicos como forma de sublimação da violência. É nitidamente uma visão deísta da realidade na medida em que supõe a existência da "mão invisível do mercado" reguladora das relações humanas entre si e com a natureza. Aderentes a essa visão de mundo, por convicção ou por imposição de quem os colocou no poder, os golpistas tem pressa porque sabem que a paciência do povo tem limites, eles se lançam agora contra os Correios, instituição brasileira criada em 1663. Temer e seus aliados do PMDB, PSDB, DEM, PP e PSD usam da mesma tática que vem lá da "privataria tucana", praticada no governo FHC.

Começam precarizando ou, para ser mais claro, sucateando as empresas públicas para "prepará-las" para a privatização. Foi assim com a Vale e com o Sistema Telebrás, para ficar em poucos exemplos. Na sanha entreguista limitam-se a um "economicismo" tacanho e indiferente à outras dimensões da vida humana associada. Não levam em conta a importância das empresas para as comunidades, em especial as mais carentes. Atualmente os Correios possuem um portfólio de serviços que ultrapassa o originário serviço postal.

Presta serviço de logística integrada, financeiros e eletrônicos, funciona até como banco em municípios de baixa renda, efetua pagamentos do INSS, opera o FGTS, bem como programas relacionados com outras políticas públicas relevantes como, por exemplo, o MCMV. Enfim são mais de 100 produtos e serviços prestados, com presença em todos os municípios do país através de unidades próprias e franqueadas. Sob a perspectiva da estratégia nacional, em especial para os países em desenvolvimento e principalmente para aqueles de extensão territorial continental, caso do Brasil, as atividades fundamentais para o fortalecimento da autonomia e até das questões do Poder Nacional devem permanecer sob tutela direta do Estado.

Nessa linha, não se pode perder de vista que os serviços prestados pelos Correios são de interesse público relevante, que beneficiam as populações das localidades mais remotas do país, alcance que certamente não seria atingido se fosse explorado por empresas privadas, entidades que objetivam maximizar o lucro. Na perspectiva econômica, visando combater o sucateamento existem propostas concretas elaboradas pela Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios, que certamente atenderão melhor o superior interesse público do que a "tábula rasa" da privatização pretendida pelo atual governo federal.

As principais propostas do povo dos Correios se referem a um Projeto de Lei que fidelize as postagens dos órgãos públicos federais e estaduais, com receita prevista de R$ 20 bilhões/ano; restituição pelo Tesouro Nacional de R$ 3,9 bilhões repassados à União acima do estabelecido legalmente e uma série de ações relacionadas com a gestão de pessoas, de investimento em logística e de melhoria nos serviços de postagens. Enfim vamos dar uma basta ao entreguismo. Os Correios são patrimônio material e imaterial do Brasil. Não à privatização!


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