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1 de Setembro de 2016 às 17:16

Proposta econômica da ECT é retrocesso e não supre as demandas da categoria

Conforme previsto, a ECT apresentou proposta rebaixada para a cláusula Das Questões Econômicas, na reunião da campanha salarial desta quinta-feira (01): 6,74% de reajuste salarial e benefícios. Valor que, de acordo com a representação da empresa, está submetido à Secretaria de Controle (SEST), com referencial no índice de inflação -2 (IPCA). Para o Comando de Negociação, não há consenso e essa proposta da ECT para o Acordo Coletivo de Trabalho 2016/17 não passará nas assembleias, que já estão marcadas com a base, para o dia 06 de setembro.

Na visão do Comando de Negociação, somadas todas as perdas com o aumento do compartilhamento, a diminuição dos vales alimentação/refeição, reembolso creche e babá e o vale cultura, o aumento proposto pela ECT não cobre sequer metade das perdas da categoria e não repõe a inflação, apenas reforça o objetivo da gestão dos Correios, de retirar direitos.

A alegação da empresa é a mesma, houve crescimento nas receitas de vendas de R$ 11 bilhões, mas também nas despesas com pessoal, acima de R$ 12 bilhões – notado pelo comando que são dados apenas da folha do mês de julho, restando a dúvida sobre o balanço de 2015 da ECT, não apresentado até hoje. Ainda conforme a direção dos Correios, a despesa com folha de pagamento representa 70% das despesas totais. Para o comando, não é possível aceitar uma proposta pautada no balanço financeiro que sequer foi lançado oficialmente.

A solução para os trabalhadores (as) e consequentemente para a empresa vai além, com a volta do plano de saúde para a gestão da própria ECT, o fim da CorreiosPar, dos patrocínios e cargos com indicações políticas, bem como com a redução dos salários no topo da pirâmide e a devolução dos empregados (as) cedidos por outros órgãos, entre outras ações.

O Comando de Negociação vai manter a pauta aprovada pelos representantes da categoria no 33º Conrep. Para a representação dos ecetistas, não há outra saída, agora, a não ser orientar toda a categoria à greve nacional.

Fica claro que, com a aplicação do banco de horas e a elevação da exploração dos trabalhadores (as), ainda com flexibilização da jornada e, consequentemente, dos salários, a direção da ECT será a grande responsável pela maior paralisação dos Correios na última década.

O comando alerta que há uma tentativa do governo em usar a derrota dos ecetistas como exemplo a outras categorias em campanha salarial neste segundo semestre. Mas os trabalhadores (as) dos Correios não vão servir como manobra para a má gestão da empresa e já estão todos convidados a lutar juntos por nenhum direito a menos.


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