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19 de Novembro de 2018 às 15:32

Reclamações contra os Correios têm salto de 81% em site, de janeiro a outubro

Fonte: G1 - Jornal Nacional

Em agosto, os Correios passaram a cobrar uma taxa de R$ 15 para os produtos que vêm de fora do país, mas as reclamações quanto aos atrasos continuam.

Muitos brasileiros que precisam enviar ou receber uma encomenda pelos Correios têm feito a mesma reclamação: o atraso na entrega. Veja na reportagem de Graziela Azevedo.

É sentindo dor que o Max espera. Há 40 dias, ele encomendou na China o travesseiro ortopédico recomendado pelo médico para um problema na coluna. O produto, além de custar muito mais barato lá, chegou rápido ao Brasil. Saiu da China dia três de outubro e chegou ao país no dia nove. Max descobriu que tinha que pagar uma taxa e fez isso no dia 24, mas até agora os Correios não entregaram o travesseiro na casa dele.

“Está demorando mais a entrega no Brasil do que para vir do país de origem para cá. Esse produto no meu caso é para minha saúde. Estou aguardando até agora, não recebi o produto ainda e não tem previsão. A previsão sempre é genérica: 40 dias úteis para todos os produtos que você liga nos Correios”, conta o professor universitário Max Pereira .

No caso do Matheus, ele é quem fez a venda, mas - quase um mês depois - o celular despachado em São Paulo ainda não chegou para o cliente na Bahia.

“A gente faz a nossa imagem e procura passar essa confiança para o cliente. Agora fica muito difícil passar essa frente forte e confiança, quando muitas das vezes atrasa o serviço e o produto. Aí fica muito difícil esse relacionamento entre o vendedor e cliente”, diz Matheus Álvaro, vendedor.

Em agosto, alegando necessidades de melhorar os serviços diante do crescimento das encomendas internacionais, os Correios passaram a cobrar uma taxa de R$ 15 para a entrega dos produtos que vêm de fora do país. Mas, de lá pra cá, as reclamações quanto a demora, continuam.

De janeiro a outubro, um site de reclamações recebeu 55 mil queixas contra os Correios, um salto de 81% em relação ao mesmo período do ano passado.

O temor de quem precisa dos Correios é que a situação piore com o aumento de demanda que começa com a promoção Black Friday e vai até o Natal. Nessa semana, o Jornal Nacional esteve num dos maiores centros de triagem da empresa. A esteira de distribuição não funciona direto, trabalha conforme acúmulo de cargas e em horários determinados para cada tipo de encomenda. Parte do serviço está sendo entregue a funcionários terceirizados e boa parte da leitura das etiquetas Brasil afora ainda é manual e não digital.

Os Correios informam que estão investindo no aumento da produtividade e que os índices de qualidade estão próximos de 100%. “Nós certamente ainda temos 2% de encomendas que não conseguimos cumprir o prazo. Não quer dizer que não entregamos. Nesses casos, a gente recomenda que haja inclusive o acionamento dos clientes aos nossos canais de atendimento - nós temos a central de atendimento e até a própria Ouvidoria - para a gente verificar e identificar em que ponto houve a não prestação do serviço em conformidade com o acordado”, afirma Rogério Vianna, superintendente Executivo da Vice-Presidência Comercial dos Correios.


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