A FENTECT denuncia o avanço da violência contra as mulheres no país e convoca a classe trabalhadora a enfrentar essa realidade com coragem e compromisso. A Secretaria de Mulheres da FENTECT alerta que o feminicídio não é um problema doméstico ou privado: é uma tragédia coletiva que atinge famílias, destrói vidas e envergonha o Brasil. O nosso país não pode continuar sendo um cemitério de mulheres!
Os dados são alarmantes: em 2024 foram 1.492 mulheres assassinadas pelo simples fato de serem mulheres. No primeiro semestre de 2025, o Brasil manteve a média brutal de 4 feminicídios por dia, além de registrar aumento de 19% nas tentativas de assassinato. Antes do desfecho fatal, muitas trabalhadoras passam por ciclos de abuso psicológico, patrimonial e físico, dentro e fora dos locais de trabalho.
É preciso nomear o inimigo: o combustível dessa violência é o machismo estrutural, que controla, desqualifica e tenta transformar a mulher em propriedade masculina.
No movimento sindical, sabemos que onde há opressão, não há unidade de classe. Romper com o machismo é tarefa de homens e mulheres. É preciso quebrar o pacto de silêncio com agressores, reprimir atitudes abusivas e construir ambientes seguros.
Os sindicatos devem ser territórios de acolhimento, denúncia e proteção. Exigimos do Estado e das empresas políticas reais de prevenção, proteção e punição severa aos agressores. Não haverá democracia, nem justiça, enquanto as mulheres viverem sob medo.
A FENTECT reafirma seu compromisso permanente na luta contra o feminicídio, a misoginia e todas as formas de violência que atentam contra a vida e a dignidade das mulheres.
PELO FIM DA IMPUNIDADE! CONTRA O MACHISMO E PELA VIDA! NENHUMA A MENOS!